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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Churrasco, Batismo e Filantropia







O local é, digamos, bucólico. A entrada do parque já nos mostra um ambiente natural, tranquilo e preservado. Interessante sensação pois é raro ver locais tão bem mantidos em sua natural plenitude com suas matas nativas e o mínimo de agressão humana ao ambiente. Lembro de Florianópolis onde quase a ilha toda é assim preservada. Pouquíssimos locais neste planeta não foram ainda totalmente modificados pela ganância do progresso.
Key Biscayne é realmente algo ímpar. Um local criado e mantido para a preservação da paz e da família. Tudo ali é feito para isso. Nem cinema existe para não tumultuar o ambiente. Gosto disso, mas gosto também de ficar perto de bons restaurantes, cinemas, bares e movimento. E, quando aparece aquela vontade de curtir uma paz total, este é um excelente local para uma visita prolongada. Aliás um dos, pois o que tem de recanto bacana por aqui, não esta no gibi. Por isso são tão caprichados e bem cuidados. Disputam entre eles, o local mais aprazível deste paraíso chamado Miami.
Mas minha chegada ao churrasco não foi tão fácil assim. Já comecei minha epopeia de ida com um pequeno atraso. Habitual quando se tem uma esposa e dois filhos. Na saída, quase pegando o retorno, meu telefone toca. Pela segunda vez, chamado pelo presidente. Nesta, a cobrança não fora somente da presença mas também pela necessidade de água e sal . Esqueceram sal gosso para o churrasco! Pois eh!
Não faço então o contorno e sigo até o Publix mais perto. Água, sal grosso, biscoitinho para as criancas impacientes e pronto. Vamos, o pessoal já está esperando a muito. Ao chegar no carro, um pequeno amassado na lateral do veiculo recem alugado. O meu está na concessionária para a primeira revisão. E agora? Sol a pino, o que é que eu faço pra lá, o que não faço pra cá; se chamar a polícia vai demorar uma hora. Quando então um indivíduo e me chama: Buenas. Hablas espanhol? Um pouquito, voces sabem como é, todos nos achamos que hablamos...
Escutcha, una murrer com quatro ninos foi la causadora deste su inconveniente. Que ótimo, um testemunho a meu favor. Porém, jo no puesso ficar a cah pois mi documento esta bencido! Jo sinto! Pero es la murrer com ninos... Agradeci, chamei o seguranca, expliquei o ocorrido. Resolvi chamar a polícia. Já era meu churrasco. Estava certo, o oficial demorou 30 minutos. Muito simpático e prestativo, ficou esperando comigo pela mulher que ao ver a confusão montada, veio logo assumindo sua culpa.
O telefone não parava de tocar. Cobranças da chegada pelos societies, minha mãe de longe perguntando se tenho me alimentado direito, a polícia, se o oficial havia chegado, enfim...
O sol castigando nossas cabeças e eu pensando no churrasco perdido. Porém vi que a solução estava logo ali no fim do túnel, depois de uma hora.
Tudo resolvido, partimos para o evento. Caminho bonito. Logo após a última guarita da ilha, deveria pegar o lado esquerdo da rua esquerda, e já vejo as belas motos estacionadas. Sensação boa, afinal, ali estava minha turma. Cheguei e ouvi piadas como: Chegou para o café? A sobremesa já tá acabando...E por aí vai. Mas cheguei e isso era o que importava. Varios cumprimentos, pessoas novas na turma e, nosso diretor de eventos, aliviando nosso perrengue recente, logo se propõe a colocar uma nova carne na brasa.. Aliás, carne dele mesmo pois é um grande importador e distribuidor das melhores do continente australiano. Churrasco pronto para nós e para um lindo racum que, se tivesse uma moto, seria certamente um membro de tão a vontade que ele ficou ali o tempo todo com nossa turma.
A minha confraria interna toda presente. Meus filhos já saem eufóricos com a bola na mão, e sanduíche de picanha na outra, com a companhia do garoto prodígio para a grande sala de brinquedos da natureza.
Talvez em respeito a minha tardia chegada, alguns societies estenderam suas partidas e com isso o churrasco acabou um pouco mais tarde . Foi bom pois curtimos um tempo maior com a super simpatica, mulher sorriso do grupo Wilma, a aniversariante do dia. Ganhou rosas rosas, abracos e beijos de todos. Ela pra variar, sempre sorrindo e feliz da vida.
Conversamos sobre tudo, e principalmente sobre nossa ajuda a uma instituição encarregada em doação de medula óssea, algo tão imprescindível na sobrevivência de inúmeras pessoas. Com o diretor da ONG, Wesley presente, mostrei que a grande barreira para uma maior adesão de doadores era justamente a ignorância dos fatos. Saiba você, que doar a medula, não é doloroso como retirar líquidos em espinhas dorsais ou mesmo, internações hospitalares com agressões ao corpo humano. É semelhante a uma coleta de sangue, como um exame qualquer e ali, naquele momento, você acabara salvando uma vida. Simples assim. Digo que o nome “Doação de medula óssea”, leva pânico aos menos desavisados e desta forma, prováveis doadores se escondem. Vamos mudar isso e ninguém melhor do que os motociclistas, conhecidos por serem engajados em movimentos filantrópicos pelo mundo.
No final, após o batismo com tradicional balde de gelo nos novatos Edu e Helder,
uma sensação boa de pertencer a um grupo amigo com uma paixão em comum. A única diferença agora fica por conta da não mais admiração pela Harley Davidson, como antes. Explico. É que ao levar minha tão bem cuidada moto para a PRIMEIRA revisão, tive meu direito de utilizar a garantia negado para a troca de peças que apresentavam já prematuras corrosões. Eles alegam que por morar em Miami Beach, este local propicia esta consequência. Fica a pergunta: Por que então, não me falaram isso quando a comprei? Eu acredito na minha versão, que as peças novas e suas cromagens estão sendo feitas de maneira econômica e relapsa; já não mais como eram feitas anos atrás. Se você pensa em comprar uma Harley, fique atento a isso. Falta uma “Defesa ao consumidor” no modelo brazuca. Mas nada tira o prazer nosso de cada acelerada.


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