Marcadores

Páginas

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Vatapa da Dona Helo!

ESTUPENDO, magnífico, extraordinário.
Desta vez não foi nenhum passeio de moto como vocês estão acostumados. Foi sim, o tal jantar da Dona Helo, que a muito ouvia falar sem descanso pelos societies glutões. Agora entendo o porque de tanta exaltação e espera pela qual os membros do grupo falavam sobre o tal Vatapa que ela preparava com tanto esmero. Seu filho, nosso segurança dos sequitos, já vinha anunciando sua chegada e isso causava um grande alvoroço entre todos.
Sem passeio no sábado, aproveitei o dia lindo friorento que embestiu neste finde miamense. Mas aproveitei na praia, pode? Sim, pode e deve, porque este frio espantou a todos e a praia ficou vazia. Fui jogando bola com meu filhos pela areia sem ninguem no caminho para tomar uma possivel bolada no rosto, oriundo de uns ainda pé tortos dos meus pequenos, que serão moldados pelo tempo. Não que eles não saibam jogar, muito pelo contrário mas é que pela idade prematura, colocar a bola sempre em linha reta, vocês hão de convir que é complicado. E por isso, vamos jogar bola: Pode chutar, pra onde quiser, só não jogue naquela parte cheia de mato pois entrar ali descalço é garantia de espinhos fincados pelo pele. Minutos depois, estava eu lá, atirando o meu primeiro. Doi heim?!
Mas, depois deste exercício, só restava a tão falada noite do meu bem, ops, deculpe baiano, nada de intimidade com a mãe baiana mais arretada e gente boa da terra onde foi descoberto Pindorama.
Ainda não.
Inicio de noite, presidente passou e fomos juntos, de carro. Estava muito frio para moto, lembram? No caminho, tivemos tempo suficiente para colocar em dia as novidades do grupo. Devo admitir que estamos numa fase de transição e de grandes novidades. Planos a mil, uns já sendo desenhados, outros alinhavados; o papo era Motosociety. Novos parceiros, festa, clube e agenda. Tudo é promissor e nos alimenta de vida. Observei que nosso presidente não conhecia o caminho. Uma ligação, uma explicação. Chegamos e o desbravador de sempre já estava presente. Sempre ele. Outrora, ao chegar para um café da manhã, no horário, Rogério já está na conta. No jantar não foi diferente. Talvez essa seja a explicação de sua sempre fuga acelerada nas voltas dos passeios.
O filho de Done Helo mostrou a felicidade na recepção, gesto tiipico deste povo tão “Amado”. Aliás, o Jorge foi òbviamente lembrado quando falamos de personalidades de sua terra. Aos poucos a presença foi aumentando. Reparei que quem gostava de comida mesmo, já estava lá. No nosso grupo tem uma turma que forma quase que uma confraria da boa mesa. Tanto é verdade que se repararmos, a essência é sempre essa. Acelerar as motos para o sagrado fomento no destino final dos passeios.
Frio, eu no vinho, um companheiro aparece com um Rum conhecido como combustível de piratas, tomei dois goles e entendo agora porque que aqueles malucos saiam invadindo tudo e lutando contra a famosa esquadra inglesa. Conversas juntas, piadas do e de portugues, Obama pra cá, Lula pra lá, cheirinho maravilhoso ao fundo e o grito tao esperado: O jantar vai ser servido. As mulheres trazendo travessas fumegantes e coloridas. Cabeche(?), vatapa, bacalhau com grão de bico e no meio,uma belissima muqueca de camarão. Portuga contava uma piada que deixei pela metade.Tinha quorum para ouvi-la e por isso não me importei. Fui ao centro, peguei um prato. Vatapa, bacalhau e o cabeche foram o abre alas.
Logo na terceira garfada da degustação do primeiro ato, um torpor tomou conta de mim. Na segunda rodada trouxe o bobo de camarão para o meu prato, este se tornou ali, palco de um dos maiores shows culinários que já vi na vida.
O que que a baiana tem? Pelo amor do Bonfim. Tem o top 10 das melhores experiências gastronômicas que já tive. Não se falava mais nada a não ser o que fazer para manter a matriarca do nosso querido baiano na terra do Tio Sam. Ela vai embora semana que vem. Saudade dos coqueiros de Itapoã, talvez. Fica aqui registrado meu pedido solene para que o Farol da Barra queime sua luz e não atraia mais a atenção desta mulher maravilha da boa mesa.
No dia seguinte, no café da manhã dos societies que seria no cassino dos Micosukees, nosso presidente conta um caso de um índio desta tribo, que recentemente, pela terceira vez tinha atropelado uma pessoa e mesmo bebado, nada lhe aconteceu pois sua imunidade nesta sociedade o livra de qualquer penitencia. A história é algo parecido. Desta maneira, em forma de protesto, não fomos ao interior do cassino. Café da manhã em outro lugar, nada de especial. Somente a ladinha com promissoras novidades. Alguns membros nao ficaram para a conversa que me parece, foi a mais importante dos ultimos meses. Algo novo ronda as Harleys de nosso grupo. Esperem. Uma boa surpresa para a comunidade brasileira os aguarda.

Depois do surto gastronomico do final de semana, só me resta imaginar onde nossa confraria interna conduziria os societes para mais uma aventura, gastronomica de certo por uma America nativa, tão mestiça, voraz e audaz. Tão querida e gostosa, cuja veia de lira americana, vai passando nossas motos, explorando-a em céu que nos cobre infinito.

2 comentários:

  1. ... o tio Sam andou dizendo que o molho da baiana melhorou seu prato...

    http://www.youtube.com/watch?v=ojeJ-DCMtls

    Ai que saudades que eu tenho da Bahia...

    ResponderExcluir
  2. O NOME DO BRATO E' ESCABECHE... HEHEHEHE!

    ResponderExcluir

Comente aqui!

Tem de tudo no Natal da TOY RUN

Tem de tudo no Natal da TOY RUN

Eu e Sandalo.

Eu e Sandalo.

Classificados

Classificados

Baiano, John e seu jacarezinho de estimacao

Baiano, John e seu jacarezinho de estimacao

Um rio de motos. Precisamente mais de 40 mil

Um rio de motos. Precisamente mais de 40 mil

Parada obrigatoria de harleiros Iron Rhino Saloon indo para Naples

Parada obrigatoria de harleiros Iron Rhino Saloon indo para Naples

Paisagem tipica de nossos passeios

Paisagem tipica de nossos passeios

Indo para Key WEST

Indo para Key WEST

Eu e Patricia em seu primeiro passeio

Eu e Patricia em seu primeiro passeio