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terça-feira, 10 de março de 2009

Fomos a DAYTONA! Bikeweek 2009.

Enfim Daytona! Depois de tanto escutar sobre essa semana onde milhares de motociclistas ali se reunem, fomos conferir o que é esse encontro. Sairíamos as 8 horas da manhã do ponto de encontro, ou seja, uma hora de onde moro. Quer dizer, ir até aquele local já era uma viagem. Depois de rodar 350 milhas até Daytona, e passar o dia andando teríamos ainda mais 60 milhas para ir ao nosso hotel em Orlando. Meu amigo, vou te contar então como foi.
Telefone toca na minha casa as 7:00 am. Todos acordam e tomamos um café juntos. Beijos, despedidas, cuidado pra cá, te amo pra lá. Fui sozinho para enfrentar duas estradas de alta velocidade. Cheguei ao ponto de encontro. Cumprimentos, abraços e a expectativa grande, não só para mim. Tomamos café, primeiras piadas do dia e partimos.



Depois de três abastecimentos, chegamos.
Paramos na maior loja da Harley Davidson onde ficava também a tal da melhor costela de porco do Pig Stand, que todos tanto enalteciam. Já ali, estacionamos as motos no meio do mar de duas rodas. Fomos ávidos a tal costela. Chope. Claro; e pratos com a esperada e algumas batatas chegaram. Famintos, comemos como se não houvesse o amanhã. Boa. Mas nada fora de série.
Era defumada, molho normal e batatas meio frias. Uma combinação que deixa a desejar. Continuo achando a costela do Flanigan`s a melhor da Flórida. Comemos, rodamos pela feira e o bizarro era o frequentador mais presente. Coletes de couro com suas insígnias de todos os tipos caracterizam diferentes tribos. Tem do sul, do norte, leste, oeste e até um grupo de belgas (Levaram suas motos?)
Várias passagens desta viagem merecem destaque porém uma em especial foi a atração para vários. Vocês sabem que não ando morrendo de amores pela Harley Davidson ultimamente. Explico. Minha moto nova, com sete meses de uso, iniciou um processo de corrosão. Foi-me negado o direito de troca na garantia, inclusive estendida para cinco anos que paguei a mais para a própria HD. Alegam que moro em local de maresia. Algo que deixou perplexo a mim como a vários colegas. Minha questão é: Quem mora em cidade litorânea não deve então comprar HD pois vai enferrujar. E assim, com essa explicação, eles dizem: I`m sorry e nada fazem. Concluo que sua cromagem é ruim, não mais feita como antigamente. Entramos na loja. Linda, maravilhosa! Fomos andando e ao ver um cidadão sendo atendido por um vendedor não me contive e perguntei se ele estava comprando a moto. Disse-me com orgulho que sim. Falei que não fizesse isso. Expliquei o motivo. O vendedor por sua vez, grita que eu não poderia fazer aquilo dentro da loja. Saiu procurando por algum colega para salvá-lo daquela situação inverossimil. O vendedor sumiu. Ali, um futuro cliente insatisfeito deixou de existir.
Depois disso, conhecemos mais o que a feira tinha a oferecer. Compramos nossas camisetas da festa, lógico, e partimos para o Autódromo de Daytona, onde acontecia outra parte da festa. A verdade é que a cidade fica tomada por focos isolados de eventos. Motos, barracas e costelas de porco formam a paisagem da cidade invadida.
Chegamos depois de um desfile com velocidade média de 5 milhas e calor de 38 graus ao qual participamos junto a centenas de motos, sem escolha e mais uma rodada de um sanduíche destes que só encontramos em festas como estas.
Ali você fica sabendo de tudo que está acontecendo neste mundo de motos. Com todas as opções possíveis, duas, três, quatro rodas, motor V8 de carro, motor de 250cc, sim, ainda existe isso, tem gosto para todos.


Algumas mulheres vestem aquela calça de couro que deve ser sobreposta a uma calça jeans, direto no corpo. É esquisito. Talvez porque as que usam isso, não tenham o corpo nos moldes do padrão de beleza que conhecemos. Mas como nesse mundo bizarro, das tatuagens enormes, dos piercings colocados em locais outrora vistos somente em tribos indígenas selvagens, algo assim não faz diferença. É parte do contexto.
Todos cansados, resolvemos partir para Orlando. Tinha um daqueles frascos pequenos de energético, para ficar aceso por 5 horas. Como nunca tinha tomado aquilo, resolvi beber metade de seu conteúdo já minúsculo com medo que pudesse ter alguma reação alérgica. Na largada, fiquei atrás e só não me perdi porque Soraia, mulher do baiano, seguia a turma e estava no meio do pelotão com seu HUMMER, cheio de lâmpadas que se destacam ao longe. Logo me juntei ao pessoal. Apesar de não termos nenhuma obrigação com horário, alguns da turma, puxaram o séquito com uma velocidade acima do esperado, o que já foi repreendido pelo presidente. Esperamos que algo assim não mais nos surpreenda. Viagem tensa a Orlando, estrada escura, velocidade “raiabusada”, muito movimento de carros e motos e um pescoço dolorido com tanta tensão. Chegar era minha meta mais importante da vida naquele momento. E foi o que aconteceu exatamente uma hora depois. O GPS do carro, nos levou a um outro local. Pedi então que me seguissem e, é aí que vem a parte engraçada da trupe. Errei a rua, entramos em uma anterior e com isso, estávamos na porta de entrada para o estacionamento da UNIVERSAL Studios. Não havia retorno. Explicamos a um atendente que nos orientou como entrar e sair. Pois o baiano precipitado, entra no lugar errado e após subirmos uma rampa, estavamos dentro da garagem da Universal, sem direção. Baiano, liderando nos leva a uma rampa onde só havia uma escada. Embora muito cansados isso não nos tirou a alegria da situação inusitada. Conseguimos sair, e acabamos encontrando o hotel que era bem perto dali. Na chegada muitos riram, porém não foi unânime. Uma reclamação inesperada aconteceu, o que não teve eco de todos. Fica a lição. Vá, parta e por mais que se perca, mostre-se, encontre-se. Esse é o espetáculo da vida, o caminho de quem não pede licença, de quem faz e vê a luz.
Aquele energético funcionou. Estava bem, apesar de ter dormido três horas somente na noite anterior. Jantamos e chegou o cansaço. Uma repouso digno, e dia seguinte metade da turma que não bateu em retirada mais cedo, foi curtir uma margarita no templo desta bebida em CityWalk. Ali Cinderella valeu 50 pratas, aposta ganha pelo novato em sua estreia oficial no grupo. Com brincadeiras de parque, Beto, retribui o trofeu e uma pantera bandida para o filho de quem enxerga Sinderella e nao Seniorella. E após esse finde bem “corrido”, restavam agora outras 210 milhas para a volta. Feita de maneira tranquila, o sol a pino era aliviado com paradas frequentes. Depois de exatas 590 milhas, o meu prédio foi a visão maravilhosa.







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